Ah, mas não tem amor, não tem sábado a noite nem sorvete de frutas que me tire você da cabeça nem por cinco minutos. Desaprendi a ir a festas e no último show que eu fui, quase dormi em pé enqunato ouvia a mistura peculiar de rock com rítmos ciganos do Gogo Bordelo. Não tenho força pra ir, nem paciência pra ficar. Saio mais tarde do que deveria. Não é excesso de sono de manhã, são as músicas que tocam enquanto eu pinto os olhos, é a cachorrinha que quer brincar e o telefone que as vezes toca.
Sonho com tanta gente que não existe que esqueço do pão de cada dia. Acho que minto demais.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Massagem.
Eram sete e vinte da manhã e a pedra já estava no caminho. "Pra que?", ela se perguntava em silêncio. Ônibus cheio, rua úmida, cheiro de creme barato em volta. Saltou em frente ao lugar, mas faltavam cinco minutos. Ficou olhando o mar. "Tão longe, tão perto...". Andou, tocou o interfone e subiu. Tirou seus sapatos vermelhos, concluiu que não há lugar como o nosso lar e pisou o chão fresquinho.
Ia começar. Tinha só cinquenta minutos pra entender aquele mundo inteiro. Era sozinha.
Quando saísse dali se devolveria a selva. Não queria mais os mesmos caminhos, shampoos e sapatos. Buscava outro lar.
Foi ganhar dinheiro.
Ia começar. Tinha só cinquenta minutos pra entender aquele mundo inteiro. Era sozinha.
Quando saísse dali se devolveria a selva. Não queria mais os mesmos caminhos, shampoos e sapatos. Buscava outro lar.
Foi ganhar dinheiro.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Time is on my side.
Enquanto o amor não chega vou ouvindo a Deise Tigrona no ônibus: "Aí seu otário, só porque eu não quis foder contigo você vai ficar me defamando, né?". Tento adivinhar o resultado da prova, peço empréstimos tentando solucionar a ausência masculina na minha vida e curto a minha nova paixonite: Sorvete de iogurte, "Fat Frozen Not Fat Yogurt".
Chorei essa noite e variei a cor da pintura do rosto pra ir trabalhar.
Me atrasei. Está tudo fora do tempo.
Chorei essa noite e variei a cor da pintura do rosto pra ir trabalhar.
Me atrasei. Está tudo fora do tempo.
O ano inteiro pra trás.
Eu não tinha voz naquela manhã. Não queria assunto. O caminho até a minha casa era desconfortável. Lá não nos pertencia. Só a minha cama me cabia. Dormi lá tão longe acordei hoje as seis na hora de ir ao cinema.
Hoje, novembro, as seis, calor sem paixão e vestido novo sem propósito. Hoje, domingo a noite sem compensação. Véspera de segunda feira sem Aleluias. Hoje eu acordei. Corri até Botafogo ouvindo Verônica Costa nas alturas "É a última chamada pro verão, heim!". Imaginei a cara do trocador se soubesse que era a Mãe Loura que estava ali comigo. Vi o filme, comi comida japonesa, esperei o ônibus e no espelho do elevador inventei diálogos de misericórdia. Vestido bonito, palavras repetidas, maquiagem desperdiçada.
Volto amanhã, acordo amanhã, te amo amanhã.
Faltam a mim as palavras diretas, a praticidade e a síntese.
Preciso não te amar amanhã.
Hoje, novembro, as seis, calor sem paixão e vestido novo sem propósito. Hoje, domingo a noite sem compensação. Véspera de segunda feira sem Aleluias. Hoje eu acordei. Corri até Botafogo ouvindo Verônica Costa nas alturas "É a última chamada pro verão, heim!". Imaginei a cara do trocador se soubesse que era a Mãe Loura que estava ali comigo. Vi o filme, comi comida japonesa, esperei o ônibus e no espelho do elevador inventei diálogos de misericórdia. Vestido bonito, palavras repetidas, maquiagem desperdiçada.
Volto amanhã, acordo amanhã, te amo amanhã.
Faltam a mim as palavras diretas, a praticidade e a síntese.
Preciso não te amar amanhã.
sábado, 14 de novembro de 2009
Pra Deus me ajudar.
Sexta feira de manhã eu vi a igreja do Largo de São Francisco aberta. Entrei pra pedir a Deus pra eu passar no mestrado. Eram umas onze horas da manhã e não tinha ninguém lá dentro. Fiz o sinal da cruz, andei, sentei e dei início as preces. Conversar com Deus nesses lugares é muito inspirador e complicado ao mesmo tempo porque eu tenho vontade de falar alto, mas fico preocupada de alguém ouvir.
Pois bem, pedi a Deus para iluminar a correção das provas, disse a ele que se for da vontade dele que eu passe, que seja assim e que se não for que eu saiba me resignar e não desistir (como se fosse fácil).
Agradeci pelo meu emprego, pela minha cachorrinha, pelos meus amigos e pelos quatro vestidos adquiridos no último sábado. Pedi perdão pela preguiça, pelo consumo desvairado e pela minha pouca tolerância a críticas.
Pedi pela minha família, amigos tristes, amigos felizes, amiga sozinha, amiga deprimida, amiga que não é mais amiga e etc.
E chegou a hora de falar do coração. Pensei que não seria possível pedir pra fazer o homem que me ocupa inteira gostar de mim. Me lembrei de quantas vezes fiz isso na adolescência e de quantas vezes não deu certo. Pensei que eu trocaria mestrado, emprego e todos os vestidos do mundo por ele. Pensei na minha grande disponibilidade para fazer ele feliz e me policiei pra entender que não foi da vontade de Deus que nós ficássemos juntos. Pensei que ele esteve nas minhas mãos e que eu o deixei ir embora. Comecei a chorar, minha maquiagem borrou, eu rezei um Pai Nosso e fui embora.
Deus agora sabe da minha dor.
Pois bem, pedi a Deus para iluminar a correção das provas, disse a ele que se for da vontade dele que eu passe, que seja assim e que se não for que eu saiba me resignar e não desistir (como se fosse fácil).
Agradeci pelo meu emprego, pela minha cachorrinha, pelos meus amigos e pelos quatro vestidos adquiridos no último sábado. Pedi perdão pela preguiça, pelo consumo desvairado e pela minha pouca tolerância a críticas.
Pedi pela minha família, amigos tristes, amigos felizes, amiga sozinha, amiga deprimida, amiga que não é mais amiga e etc.
E chegou a hora de falar do coração. Pensei que não seria possível pedir pra fazer o homem que me ocupa inteira gostar de mim. Me lembrei de quantas vezes fiz isso na adolescência e de quantas vezes não deu certo. Pensei que eu trocaria mestrado, emprego e todos os vestidos do mundo por ele. Pensei na minha grande disponibilidade para fazer ele feliz e me policiei pra entender que não foi da vontade de Deus que nós ficássemos juntos. Pensei que ele esteve nas minhas mãos e que eu o deixei ir embora. Comecei a chorar, minha maquiagem borrou, eu rezei um Pai Nosso e fui embora.
Deus agora sabe da minha dor.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Madonna's power!
Não sei juntar dinheiro. Não sei sair mais mais cedo de casa. Não sei almoçar em restaurantes a quilo normais. Gosto de comida gostosa.
Fui me cansando dessa vida de descrições. Plavras não me levam a lugar nenhum. Palavras não voltam.
O apagão me une ao mundo. Não quero mais falar no telefone.
Meu lençol não tem ninguém.
Me retirei da disputa quando escolhi a questão errada.
Ontem andando de ônibus eu pensei nele. Me dou conta do quanto é ridículo e clichê pensar nele, mas sempre parece que é a primeira vez.
Não sei ouvir música baixo.
Gosto da sensação de caos que movimenta o mundo. Sou sensacionalista.
As luzes da Madonna não se apagaram. Nunca vão se apagar.
Fui me cansando dessa vida de descrições. Plavras não me levam a lugar nenhum. Palavras não voltam.
O apagão me une ao mundo. Não quero mais falar no telefone.
Meu lençol não tem ninguém.
Me retirei da disputa quando escolhi a questão errada.
Ontem andando de ônibus eu pensei nele. Me dou conta do quanto é ridículo e clichê pensar nele, mas sempre parece que é a primeira vez.
Não sei ouvir música baixo.
Gosto da sensação de caos que movimenta o mundo. Sou sensacionalista.
As luzes da Madonna não se apagaram. Nunca vão se apagar.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
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