Eu fui uma adolescente incompreendida e arrogante.
Esses dias, vi que o professor de História mais querido de toda a minha vida escolar criou um perfil no Facebook e adicionou muitos ex-alunos. Eu era apaixonada por esse professor. Suas aulas, que eram nos dois últimos tempos das segundas feiras de 2001, eram o momento da semana mais esperado por mim, quase minha única felicidade.
Não sei explicar porque não pertencia ao ambiente da minha escola. Era feliz lá, tinha amigos, era querida pelos professores... mas me sentia despercebida. Esse professor, apesar de toda a minha devoção, nunca se interessou por mim, nunca me fez perguntas, era sempre eu que o procurava no fim das aulas e esperava que ele me respondesse dúvidas inventadas só para que seus olhos azuis durassem mais tempo ao meu lado. Não era nada sexual, mas eu queria atenção. Se com as outras meninas não fosse assim, eu certamente me importaria menos, mas com elas era diferente. Ele dizia frases bonitas, chamava pra almoçar, queria ouvi-las, saber o que elas, todas mediocres, pensavam. Comigo era só a aula. Como doía!
No final desse ano de aulas de História espetaculares, fiquei reprovada por causa das matérias exatas, e ele, comovido, ficou ao meu lado por cerca de duas horas, praticamente em silêncio, até que uma amiga chegasse para me consolar. Eu chorava muito, mas a presença dele naquele momento fez tudo doer muito menos.
No entanto, nunca esqueci que era com as alunas bonitas, de cabelo liso, que ele queria assunto. Eis um recalque eterno. Sempre achei que um dia ia mostrar a ele e a todas essas insuportáveis que agora são suas amigas no Facebook, que eu sou melhor. Mas vejam como a vida é: Onde foi que eu cheguei? No que sou melhor do que elas? Meus quilos a mais só se multiplicam, sou inerte para os estudos e até entregar a monografia foi difícil, que dirá chegar a Pós Graduação. Sou professora do estado, ganho menos do que um motorista de madame e tenho dívidas impublicáveis.
Tá, sou uma professora muito querida, trabalho também em uma escola bilingue cheia de exigências e minhas aulas sobre Hegel e Walter Benjamim foram lindas. Sou bem bonita e um mendigo esses dias até disse que eu pareço a Madonna. Faço parte da equipe de um projeto que entrevista pessoas que foram anistiadas após a Ditadura Militar e ganho pra isso. Tenho bom gosto para me vestir e para comer, amigos nunca me faltaram e apesar dos amores mal sucedidos, encontrei uma pessoa legal por quem estou realmente apaixonada e é recíproco. Durante os anos de graduação, muitos professores enxergaram o meu valor e é por isso que até hoje eu estou ligada a UFRJ. Minhas dívidas parecem irreversíveis, mas não são, assim como o meu salário. Eu estou dando certo. Só que por causa desse conflito e pra não ter que me lembrar das derrotas daquele tempo, eu não adiciono esse professor. Fico com as segundas feiras e com os olhos azuis, o resto não me diz respeito.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Motel.
Desde que eu tinha dezoito anos e era uma ingênua caloura de História da UFRJ, a palavra "Motel" faz parte da minha vida. Meu primeiro namorado e eu eramos virgens antes de nos conhecermos e, sendo assim, ambos nunca tinhamos ido ao motel. Ele, que era três anos mais velho do que eu, recebia uma mesada de 200 reais do pai, dos quais 60 reais, iam para a mega-sena. Sobrava pouco para passeios, filmes e para o motel, o que era motivo de muitas brigas. Descobrimos um lugar confortável e barato, que em dias de semana, no período de 12 horas, dava direito a almoço. Levávamos o refrigerante na mochila e passávamos o dia lá. Era a Disneylandia..
Posteriormente namorei novamente e o rapaz morava longe. Passávamos noites inteiras num motel claustofóbrico que ele, apaixonado, adorava, e que eu, deslocada, cada vez gostava menos. No café da manhã desse lugar, que estava incluído no pernoite, tinha um pedaço de bolo gostoso, mas todo o resto era ruim. Não sinto saudade.
Aí achei que tinha conquistado o grande amor da minha vida e ele morava sozinho, mas eu, infantil, disse que não queria ir a casa dele porque não me sentiria bem pela mulher que morou com ele lá pouco tempo antes. Homem quando quer transar faz tudo o que a gente pede e aí fomos ao motel. Na primeira vez ele quis passar a noite inteira e eu quis ir embora. Na segunda, ele me avisou que tinha um compromisso e ficamos juntos por menos de 4 horas.
No namoro seguinte,em uma das vezes que fomos ao motel, num domingo a noite depois de passear na Barra (namorado tijucano é assim), faltou luz, nós nos lembramos rapidamente do assalto que acontece em "Cidade de Deus" e saímos correndo desesperados.
E esses dias, um amigo que foi pouco a motéis, certamente porque mora sozinho desde novinho, me perguntou o que significa um motel ser bom. E eu, que estou apaixonadíssima, namorando um niteroiense que mora em São Paulo, e que por isso, quando estou por aqui com ele, preciso recorrer a motéis, disse que a limpeza e o conforto são iténs importantíssimos. E de fato são, mas no último final de semana, acabamos variando o estabelecimento e trocamos o chique da Zona Sul que andávamos indo, por um na orla de São Francisco. E lá tinha espelho no teto. Digo a vocês: Como é bom!
Posteriormente namorei novamente e o rapaz morava longe. Passávamos noites inteiras num motel claustofóbrico que ele, apaixonado, adorava, e que eu, deslocada, cada vez gostava menos. No café da manhã desse lugar, que estava incluído no pernoite, tinha um pedaço de bolo gostoso, mas todo o resto era ruim. Não sinto saudade.
Aí achei que tinha conquistado o grande amor da minha vida e ele morava sozinho, mas eu, infantil, disse que não queria ir a casa dele porque não me sentiria bem pela mulher que morou com ele lá pouco tempo antes. Homem quando quer transar faz tudo o que a gente pede e aí fomos ao motel. Na primeira vez ele quis passar a noite inteira e eu quis ir embora. Na segunda, ele me avisou que tinha um compromisso e ficamos juntos por menos de 4 horas.
No namoro seguinte,em uma das vezes que fomos ao motel, num domingo a noite depois de passear na Barra (namorado tijucano é assim), faltou luz, nós nos lembramos rapidamente do assalto que acontece em "Cidade de Deus" e saímos correndo desesperados.
E esses dias, um amigo que foi pouco a motéis, certamente porque mora sozinho desde novinho, me perguntou o que significa um motel ser bom. E eu, que estou apaixonadíssima, namorando um niteroiense que mora em São Paulo, e que por isso, quando estou por aqui com ele, preciso recorrer a motéis, disse que a limpeza e o conforto são iténs importantíssimos. E de fato são, mas no último final de semana, acabamos variando o estabelecimento e trocamos o chique da Zona Sul que andávamos indo, por um na orla de São Francisco. E lá tinha espelho no teto. Digo a vocês: Como é bom!
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
O amor - Que preguiça!
Em "A noviça rebelde", filme mais antigo da vida de quase todos nós, a personagem que mais me chama atenção é a Baronesa Elza Schraeder. Não é dela que eu mais gosto, absolutamente. Divido com o mundo inteiro o clichê de amar Fraulain Maria, mas me identifico mesmo é com a baronesa rejeitada.
Georg Von Trapp, pai da criançada, é um homem rico e sedutor. Foi na elegância de Elza, que após a morte de sua mulher, ele buscou sentido para sua vida. Ela, moradora de Viena, sorria de forma comedida e simpática e não queria filhos. Suas roupas, com laços avant-garde e cores quentes, denunciavam o bom gosto e a herança generosa que havia recebido quando ficou viúva. Era uma mulher feliz, que estava apaixonada por um homem que não pertencia ao seu mundo.
Em sua primeira incursão a Salzburg, habitat de Georg, ela se esforçou para se portar com naturalidade diante dos filhos que não eram seus e que não queria para si e tomou com gosto a limonada rosa (e por isso mais famosa do cinema) que lhe foi servida.
No entanto, ao perceber que a simplicidade de Maria (se fosse no Brasil a chamaríamos de chucra) tocou fundo o coração do homem que julgava ser seu, Elza tirou seu time de campo. E a sua fala de despedida do Capitão é, para mim, a mais bonita do filme inteiro. Eis um trecho:
"Eu preciso de alguém que precise desesperadamente de mim ou do meu dinheiro. Esse não é o seu caso. Vou voltar pra Viena, que é o meu lugar". E sai, cheia da dignidade própria dos derrotados.
Sou como Elza, quando me dou conta de que minha existência não é absolutamente essencial para o homem que decidi amar, sinto vontade de deixar tudo ali como está, sem dar maiores explicações e sumir.
Mas aí penso no Jânio Quadros, que renunciou crente crente que iam implorar pela sua volta, e tudo o que conseguiu foi ser um ex-presidente lembrado pelo português pronunciado corretamente.
É como a frase do Gabriel Garcia Marques que uma amiga minha sempre lembra: "Nada nessa vida era mais difícil do que o amor". Ai ai...
Georg Von Trapp, pai da criançada, é um homem rico e sedutor. Foi na elegância de Elza, que após a morte de sua mulher, ele buscou sentido para sua vida. Ela, moradora de Viena, sorria de forma comedida e simpática e não queria filhos. Suas roupas, com laços avant-garde e cores quentes, denunciavam o bom gosto e a herança generosa que havia recebido quando ficou viúva. Era uma mulher feliz, que estava apaixonada por um homem que não pertencia ao seu mundo.
Em sua primeira incursão a Salzburg, habitat de Georg, ela se esforçou para se portar com naturalidade diante dos filhos que não eram seus e que não queria para si e tomou com gosto a limonada rosa (e por isso mais famosa do cinema) que lhe foi servida.
No entanto, ao perceber que a simplicidade de Maria (se fosse no Brasil a chamaríamos de chucra) tocou fundo o coração do homem que julgava ser seu, Elza tirou seu time de campo. E a sua fala de despedida do Capitão é, para mim, a mais bonita do filme inteiro. Eis um trecho:
"Eu preciso de alguém que precise desesperadamente de mim ou do meu dinheiro. Esse não é o seu caso. Vou voltar pra Viena, que é o meu lugar". E sai, cheia da dignidade própria dos derrotados.
Sou como Elza, quando me dou conta de que minha existência não é absolutamente essencial para o homem que decidi amar, sinto vontade de deixar tudo ali como está, sem dar maiores explicações e sumir.
Mas aí penso no Jânio Quadros, que renunciou crente crente que iam implorar pela sua volta, e tudo o que conseguiu foi ser um ex-presidente lembrado pelo português pronunciado corretamente.
É como a frase do Gabriel Garcia Marques que uma amiga minha sempre lembra: "Nada nessa vida era mais difícil do que o amor". Ai ai...
terça-feira, 6 de setembro de 2011
A vitória da tentação.
A parte do "Pai nosso" que diz "não nos deixeis cair em tentação" na minha vida se refere a não gastar dinheiro. Cada vez mais a questão central das minhas angustias se confirma como sendo a dicotomia adorar gastar - não ter como pagar.
Surge um emprego novo, mas as dívidas estão lá.
Estou apaixonada, é recíproco, tudo lindo, mas como se gasta...
Depilação, lingerrie jantarzinhos...Estou pobre.
As contas precisam ser pagas em dia. Como?
Se sou feliz, sou inadimplente, se quito tudo, não vivo.
Estou sem dormir, acho que é castigo.
Surge um emprego novo, mas as dívidas estão lá.
Estou apaixonada, é recíproco, tudo lindo, mas como se gasta...
Depilação, lingerrie jantarzinhos...Estou pobre.
As contas precisam ser pagas em dia. Como?
Se sou feliz, sou inadimplente, se quito tudo, não vivo.
Estou sem dormir, acho que é castigo.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
A partida.
Nunca entendi quem manda mensagens nas redes sociais de amigos que morreram. Achava que era querer aparecer, afinal, nunca imaginei Facebook no Céu. Ontem, então, infelizmente, percebi que estava enganada. Soube, um pouco antes de dormir, que um amigo antigo, desapareceu em uma praia de Salvador. Foi nadar e não voltou mais. Era um estudante engajado, o conheci em um trabalho social que participei. Vinha de família pobre, era o primeiro a fazer faculdade, teve uma filhinha antes dos vinte anos, morava no alojamento do Fundão e escrevia poesias muito bonitas (e eu sou particularmente exigente com poesias).
Ao ser informada sobre a notícia, vi o link para o perfil dele no Facebook e ao entrar lá, me deparei com a foto que exibia toda a doçura e a alegria que lhe eram peculiares. Mandei minha mensagem.
Fui dormir muito triste, chorei, pedi a Deus pelos que ficaram, me lembrei de muitos momentos especiais ao lado dele e acabei sonhando com a situação. No sonho, ele me contava que tinha ido com um amigo para uma praia pequena e que os dois ficaram boiando relaxados, mas quando ele se deu conta, estava longe já. Era ele que falava, vivo, forte, bonito, meu amigo.
É uma morte imperdoável.
Tentei imaginar o que Deus disse a ele quando o acolheu e acabei me questionando sobre essa coisa toda de Deus. Mas sabe, isso existe sim. E o meu amigo, com certeza, está bem. Gostaria que ele lesse meu recadinho lá onde está. Na verdade o que eu queria mesmo era que ele aparecesse vivo e ansioso por abraços. Como dói.
Ao ser informada sobre a notícia, vi o link para o perfil dele no Facebook e ao entrar lá, me deparei com a foto que exibia toda a doçura e a alegria que lhe eram peculiares. Mandei minha mensagem.
Fui dormir muito triste, chorei, pedi a Deus pelos que ficaram, me lembrei de muitos momentos especiais ao lado dele e acabei sonhando com a situação. No sonho, ele me contava que tinha ido com um amigo para uma praia pequena e que os dois ficaram boiando relaxados, mas quando ele se deu conta, estava longe já. Era ele que falava, vivo, forte, bonito, meu amigo.
É uma morte imperdoável.
Tentei imaginar o que Deus disse a ele quando o acolheu e acabei me questionando sobre essa coisa toda de Deus. Mas sabe, isso existe sim. E o meu amigo, com certeza, está bem. Gostaria que ele lesse meu recadinho lá onde está. Na verdade o que eu queria mesmo era que ele aparecesse vivo e ansioso por abraços. Como dói.
domingo, 28 de agosto de 2011
Quem ama sofre.
Há dias eu venho pensando em escrever sobre os conteúdos autorreferentes (essa reforma ortográfica ainda vai me enlouquecer) das letras que Marcelo D2 escreve para as suas músicas.
Marcelo D2 nasceu em Madureira, foi criado na Penha e depois se tornou morador de Vila Isabel, fumou unzinho quando era adolescente, frequentou as pistas de skate do suburbio carioca, deu calote, virou sambista, pegou mulher, teve um filho, casou com uma lora, foi preso, fez as pazes com a mídia, "cantou assim porque fuma maconha", deixou o Planet Hemp em busca da batida perfeita, fez dueto com Bezerra da Silva, teve uma filhinha, traiu a esposa, se tornou o pesadelo do Pop, segundo ele mesmo e hoje em dia o único assunto que domina é a sua trajetória de vida. Considero Marcelo D2 um bom músico e uma pessoa interessante, mas meu Deus do Céu, PARE DE FALAR DAS SUAS CONQUISTAS, HOMEM. Toda vez que ouço suas músicas recentes lamento profundamente que tenha conhecido o Chorão do Charlie Brown Júnior porque foi ele que estragou tudo, ao meu ver. Se dê uma chance, Marcelão. Digo isso porque te acho talentoso. Tente não falar mais sobre os ensinamentos que você tem a dar a todos os burgueses, pelo amor de Deus.
Passado esse assunto quero dizer que isso de namorar quem mora em São Paulo faz o coração ficar acabado. As despedidas são terríveis. Na semana passada, pra eu ir embora da casa dele doeu que nem final de filme triste e hoje quando ele saltou do taxi no aeroporto, a saudade ainda nem tinha terminado e já teve que recomeçar.
A parte boa são as mensagens por SMS, a expectativa e os beijos eternos dos reencontros. Tenho certeza que nasci para o amor, por causa dele.
Marcelo D2 nasceu em Madureira, foi criado na Penha e depois se tornou morador de Vila Isabel, fumou unzinho quando era adolescente, frequentou as pistas de skate do suburbio carioca, deu calote, virou sambista, pegou mulher, teve um filho, casou com uma lora, foi preso, fez as pazes com a mídia, "cantou assim porque fuma maconha", deixou o Planet Hemp em busca da batida perfeita, fez dueto com Bezerra da Silva, teve uma filhinha, traiu a esposa, se tornou o pesadelo do Pop, segundo ele mesmo e hoje em dia o único assunto que domina é a sua trajetória de vida. Considero Marcelo D2 um bom músico e uma pessoa interessante, mas meu Deus do Céu, PARE DE FALAR DAS SUAS CONQUISTAS, HOMEM. Toda vez que ouço suas músicas recentes lamento profundamente que tenha conhecido o Chorão do Charlie Brown Júnior porque foi ele que estragou tudo, ao meu ver. Se dê uma chance, Marcelão. Digo isso porque te acho talentoso. Tente não falar mais sobre os ensinamentos que você tem a dar a todos os burgueses, pelo amor de Deus.
Passado esse assunto quero dizer que isso de namorar quem mora em São Paulo faz o coração ficar acabado. As despedidas são terríveis. Na semana passada, pra eu ir embora da casa dele doeu que nem final de filme triste e hoje quando ele saltou do taxi no aeroporto, a saudade ainda nem tinha terminado e já teve que recomeçar.
A parte boa são as mensagens por SMS, a expectativa e os beijos eternos dos reencontros. Tenho certeza que nasci para o amor, por causa dele.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Chegada.
Boa parte dos meus vinte e seis anos (por extenso) eu gastei sofrendo por amor. Foram as rejeições incontáveis e irreversíveis da adolescência, os homens mornos da juventude festiva e os cafajestes da vida adulta. Tantas frustrações me faziam questionar sobre qual o meu problema: Era o sobrepeso? A voz grave? O meu jeito indiscreto? A que atribuir o fracasso continuo nesse setor da minha vida?
Foi então que apareceu esse homem. Não foi amor a primeira vista. Desse eu escolhi gostar. As músicas, as palavras, a disponibilidade, a presença... tudo isso me fez desejar os beijos, as mãos e as noites dele.
Tenho escrevido menos porque falar sobre felicidade é quase piegas, chato e dá medo, mas preciso dizer: Estou vivendo o que mereço.
Tenho outras preocupações bastante relevantes e ainda sofro quando preciso acordar cedo, mas encontrei um homem de verdade, que gosta do meu corpo e me quer inteira, "começo, meio e fim e a minha cuca ruim".
Já disse aqui que Madame Lispector besoin les vacances, mas antes que ela se vá, usarei sua frase mais clichê: "Não tenho tempo pra nada, ser feliz me consome muito."
Foi então que apareceu esse homem. Não foi amor a primeira vista. Desse eu escolhi gostar. As músicas, as palavras, a disponibilidade, a presença... tudo isso me fez desejar os beijos, as mãos e as noites dele.
Tenho escrevido menos porque falar sobre felicidade é quase piegas, chato e dá medo, mas preciso dizer: Estou vivendo o que mereço.
Tenho outras preocupações bastante relevantes e ainda sofro quando preciso acordar cedo, mas encontrei um homem de verdade, que gosta do meu corpo e me quer inteira, "começo, meio e fim e a minha cuca ruim".
Já disse aqui que Madame Lispector besoin les vacances, mas antes que ela se vá, usarei sua frase mais clichê: "Não tenho tempo pra nada, ser feliz me consome muito."
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