Não sei se isso é pra mim.
Cheguei aqui me arrastando
e corri tanto..
Não tem amanhã
não tem chuva de segunda feira
nem atraso
que faça o mundo acabar.
Entreguei a sorte, todo mundo vai saber.
domingo, 8 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Auto-ajuda.
Tenho dificuldades para tolerar pessoas que não dizem obrigado e que não pedem desculpas. Me afasto sem dar explicações quando percebo que não há espaço para críticas ou mudanças subsequentes.
Levo com pouca esportiva as pessoas que só falam de si, as autoreferências constantes e os desleixos que podem se dar tanto na forma de falta de delicadeza, quanto de ingratidão.
Tenho poucos amigos que lidam bem com o próprio sucesso. Tenho poucos amigos que admitem o sucesso dos outros. Conto nos dedos os amigos que se alegram com as conquistas alheias.
Meu aprendizado da humildade é terrível. Como eu não queria ter que passar por ele. Como eu queria não sentir falta das pessoas que me destrataram alguma vez na vida. Quero ser determinada, mas sofro horrores ao deixar alguém.
Odeio nos outros o que escondo em mim.
Dispenso o crescimento da alma. Só quero os resultados, a ação é muito chata.
Levo com pouca esportiva as pessoas que só falam de si, as autoreferências constantes e os desleixos que podem se dar tanto na forma de falta de delicadeza, quanto de ingratidão.
Tenho poucos amigos que lidam bem com o próprio sucesso. Tenho poucos amigos que admitem o sucesso dos outros. Conto nos dedos os amigos que se alegram com as conquistas alheias.
Meu aprendizado da humildade é terrível. Como eu não queria ter que passar por ele. Como eu queria não sentir falta das pessoas que me destrataram alguma vez na vida. Quero ser determinada, mas sofro horrores ao deixar alguém.
Odeio nos outros o que escondo em mim.
Dispenso o crescimento da alma. Só quero os resultados, a ação é muito chata.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Sofrer é amar demais.
Isso de a gente ter amor demais pra dar é uma furada. Preciso aprender a ser comedida no amor e no arrependimento. Tinha uma menina na minha escola que era muito feia. Eu a vi esses dias na fila do Circo Voador. Ela continua do mesmo jeito e parece não se importar. Ela é tão feliz...
E eu aqui fazendo escova com pós-graduação, usando base da Lancome e tomando capsulas de ômega 3 com linhaça no café da manhã estou cheia de complexos. Chega. Beleza não é tudo. Estou querendo passar o reveilon numa super festa. A primeira coisa que penso é no quanto preciso emagrecer até lá. Que inferno!
Por que eu não me aceito assim? Que conflito estúpido! Que homem imbecil que não me quis!
Fui comentar com um desses rapazes interessantes até a página cinco que povoam o meu horizonte de expectátivas que precisava de sexo selvagem. Ele me perguntou como e com o que eu queria apanhar. Entendi na hora que quero romance.
Quero algodão doce e Beach Boys.
Cansei de ser livre. Sou cada vez mais mulherzinha.
E eu aqui fazendo escova com pós-graduação, usando base da Lancome e tomando capsulas de ômega 3 com linhaça no café da manhã estou cheia de complexos. Chega. Beleza não é tudo. Estou querendo passar o reveilon numa super festa. A primeira coisa que penso é no quanto preciso emagrecer até lá. Que inferno!
Por que eu não me aceito assim? Que conflito estúpido! Que homem imbecil que não me quis!
Fui comentar com um desses rapazes interessantes até a página cinco que povoam o meu horizonte de expectátivas que precisava de sexo selvagem. Ele me perguntou como e com o que eu queria apanhar. Entendi na hora que quero romance.
Quero algodão doce e Beach Boys.
Cansei de ser livre. Sou cada vez mais mulherzinha.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Diluvio em tempos de seca.
Eu tinha uma noite pra escrever. Não me restavam palavras. Morri de sono, chorei, liguei pra um, liguei pra outro e no final decidi falar com o meu pai. Meu pai não entende, vem sempre com aquelas lições de persistência que não funcionam. Eu não tinha o que escrever, não conseguia, era verdade. Quando disse isso a ele, ouvi que nesse momento da minha vida são as coisas que me levam. São tempos de calmaria. Nesses tempos é muito difícil lutar. Meu pai me mandou ir a luta. Eu fui. Pode ser que perca ainda mais essa batalha, que não alcance meus objetivos no tempo que me parece conveniente, mas dormirei tranquila. Eu lutei.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
A moça e o caderno.
Fui a Argentina em fevereiro de 2007. Lá eu comprei um caderno muito bonito. A capa dele é aquele quadro do Berni que tem uma moça lora com os olhos pintados, nua, só de meia calça sentada na cama e afastando com as mãos a cortina rosa. Dá pra ver a os edifícios da cidade do lado de fora, mas a mulher parece tão concentrada em si mesma que eu e talvez todo mundo, se sinta compelido a se deitar com ela.
Custou 14 pesos o meu caderno na lojinha do MALBA (Museu de Artes Latino Americano de Buenos Aires) e eu gostei tanto dele que nunca tinha tido coragem de usar. Por dentro as folhas são brancas, sem linhas, livres, permissivas e assustadoras. Nunca me senti capaz de adentrar aquele mundo. Não estava preparada.
Foi então que na última segunda feira a noite eu senti muita vontade de escrever, mas estava sem internet. Decidi usar um dos muitos caderninhos que guardo na minha mesinha de cabeceira. Cheguei a pegar um que ganhei de presente da minha irmã quando ela voltou de Portugal, mas não era a hora dele. Fui na prateleira de baixo e tirei o meu Berni da sacola plástica em que ele estava. Peguei minha caneta preta favorita e fui. Contei minhas angustias sem rasuras. Escrever no papel é muito diferente. É mais humano. A possibilidade de vacilar é maior. Se a letra sai feia temos que aceitar. Se há excesso de pronomes uso os parenteses para me desculpar, não posso desperdiçar meu caderno. Não posso.
E agora que me senti preparada para o mundo do meu caderno novo, posso tudo.
Custou 14 pesos o meu caderno na lojinha do MALBA (Museu de Artes Latino Americano de Buenos Aires) e eu gostei tanto dele que nunca tinha tido coragem de usar. Por dentro as folhas são brancas, sem linhas, livres, permissivas e assustadoras. Nunca me senti capaz de adentrar aquele mundo. Não estava preparada.
Foi então que na última segunda feira a noite eu senti muita vontade de escrever, mas estava sem internet. Decidi usar um dos muitos caderninhos que guardo na minha mesinha de cabeceira. Cheguei a pegar um que ganhei de presente da minha irmã quando ela voltou de Portugal, mas não era a hora dele. Fui na prateleira de baixo e tirei o meu Berni da sacola plástica em que ele estava. Peguei minha caneta preta favorita e fui. Contei minhas angustias sem rasuras. Escrever no papel é muito diferente. É mais humano. A possibilidade de vacilar é maior. Se a letra sai feia temos que aceitar. Se há excesso de pronomes uso os parenteses para me desculpar, não posso desperdiçar meu caderno. Não posso.
E agora que me senti preparada para o mundo do meu caderno novo, posso tudo.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Recompensa.
Lanche de uma quarta feira chuvosa no fim da tarde
Nada a esperar
Projeto que eu não tenho
Pãezinhos, bolinhos, suco e mel
Minhas amigas aqui
os homens
todos os homens
lá.
Sou muito feliz.
Nada a esperar
Projeto que eu não tenho
Pãezinhos, bolinhos, suco e mel
Minhas amigas aqui
os homens
todos os homens
lá.
Sou muito feliz.
sábado, 24 de outubro de 2009
O demônio da fé.
Minhas tentativas de seduzir os homens que eu quero pouco têm sido completamente frustradas. Talvez o fato de eu os querer pouco signifique que eles não são mesmo pra mim, mas a carência é tanta que volta e meia eu vou lá dar uma cutucada pra ver se daquele mato ainda sai cachorro. Me certifico que não e vou embora com o rabo entre as pernas. Foi assim hoje a tarde. Não quero mais as amizades que não são inteiras. Ao contrário do que acontece com os amores, consigo me afastar com êxito dos maus amigos. Transformo essas pessoas em conhecidos por quem eu tenho carinho e é claro que isso dói, mas a vida já é dura demais pra gente ter que ficar aguentando quem não trata a gente da forma devida.
Hoje a tarde eu sobrevivi ao ciúme que sinto da vida que levava e que não me pertence mais, relevei a busca incessante da minha supervisora neurótica por algum erro absolutamente sem importância para o todo do trabalho e mandei uma mensagem pro rapaz que está longe de ser o homem da minha vida, mas que é garantia de bom papo e beijos quentes. Ele me despistou. Fui na padaria e comprei um bolinho natural pra aplacar a tristeza. Pro outro não tem volta, pra frente não existe. Fui ver a peça da Clarice Lispector. Boa, na medida. Vi um menino por quem eu era apaixonada na faculdade. Nos olhamos e não nos falamos.
Meu pote até aqui de mágoa já transbordou faz tempo.
mas no pastel com os amigos de depois
no irmão da amiga
e na amiga da irmã
a minha sexta feira foi de paixão.
Vou dormir.
Hoje a tarde eu sobrevivi ao ciúme que sinto da vida que levava e que não me pertence mais, relevei a busca incessante da minha supervisora neurótica por algum erro absolutamente sem importância para o todo do trabalho e mandei uma mensagem pro rapaz que está longe de ser o homem da minha vida, mas que é garantia de bom papo e beijos quentes. Ele me despistou. Fui na padaria e comprei um bolinho natural pra aplacar a tristeza. Pro outro não tem volta, pra frente não existe. Fui ver a peça da Clarice Lispector. Boa, na medida. Vi um menino por quem eu era apaixonada na faculdade. Nos olhamos e não nos falamos.
Meu pote até aqui de mágoa já transbordou faz tempo.
mas no pastel com os amigos de depois
no irmão da amiga
e na amiga da irmã
a minha sexta feira foi de paixão.
Vou dormir.
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