Com isso de trabalhar o dia inteiro, a hora do almoço ganha toda uma importância diferenciada. É o momento das novidades. Hoje, procurando um restaurante com uma amiga, me senti cheia de poderes por ter tantas opções de escolha. O Centro do Rio meio dia é o mundo. Optei por comida árabe com hot filadelfia e gengibre. Tenho a sensação de ser tão dona de mim nesse momento do dia que até me estimula pensar em amanhã.
São camelôs, homens de terno, doces baratos, ingressos pro cinema de mais tarde e controles remotos universais. Preciso de um que desligue o botão da esperança enganada que eu tenho no outro e que ative o comando "sensualidade" do menu principal.
Quero um guia. Não sei onde vende.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Devassa encantada.
Então eu, nas investidas dessa vida, saio com um rapaz que é MUITO interessante. É um homem bonito, que é inteligente, tem a voz deliciosa, é simpático, gostoso pra caralho e que ainda me trata com carinho. Beleza, marcamos um cinema. Chegando lá eu percebi que ele me acha um bibelô, estudiosa, boazinha, tímida e discreta. Fico sem saber como explicar a ele o garnde equivoco. A gente bate papo, vê o filme e vai embora. Ninguém se usa mutuamente e os assuntos relacionados a libído não parecem ter lugar.
Alguém diz a ele que eu falaria as sacanagens mais baixas no ouvido dele agora? Alguém diz?
Alguém diz a ele que eu falaria as sacanagens mais baixas no ouvido dele agora? Alguém diz?
domingo, 4 de outubro de 2009
Desencanar.
Ok, isso de amor acabar não existe. E como já dizia o "Canto de Ossanha", "O homem que diz sou não é porque quem é mesmo é não sou.." não vou ficar me prometendo o repentino esgotamento dessa paixão. O ponto final que eu posso dar é na teimosia de achar que ainda há o que fazer. Não há. Tenho que ser livre.
sábado, 3 de outubro de 2009
Dor de cotovelo.
Dormi, acordei e as lágrimas não chegaram. Tenho vontade de espalhar faixas enormes com os defeitos dele pelo Rio de Janeiro olimpico. Quero que ele lamente cada mentira que me contou. Quantas histórias patéticas eu fingi achar bonitas! Quantos incômodos eu relevei por estar apaixonada! Quanto amor eu desperdicei, meu Deus!
É recalque sim, não tem outro nome. Passei o ano inteiro sem conseguir beijar ninguém na boca de tão apaixonada e ele lá, repetindo a mesma ladainha pra outra na minha frente sem se importar. E por que raios ele teria que se importar? Ele não é seu, Cecília, entende isso!
Vou deixar ele ir embora de mim, está na hora.
É recalque sim, não tem outro nome. Passei o ano inteiro sem conseguir beijar ninguém na boca de tão apaixonada e ele lá, repetindo a mesma ladainha pra outra na minha frente sem se importar. E por que raios ele teria que se importar? Ele não é seu, Cecília, entende isso!
Vou deixar ele ir embora de mim, está na hora.
O dia que o amor acabou.
Hoje eu vi o homem da minha vida beijando uma mulher na boca duas fileiras na minha frente no cinema. Ele sabia que eu estava ali. Não vi o filme. Fiquei do lado de fora batendo papo com uma amiga. Estou sofrendo por esse filho da puta há seis meses. Nos reencontramos há uma semana e desde então ele tem tentado ser demasiadamente agradável comigo. Tenho reagido com sorrisos e só. Não expus minha saudade nem a minha indignação. Dissimulei, causei ciúmes e sorri. Não funcionou.
Hoje quando eu o vi, tão carinhoso com a outra, foi muito difícil. Não é certo comigo.
Tanto investimento num cara que me considera tão pouco...
E eu querendo casar com ele, que idiotice! O balde de água fria foi tão forte que me deu sono. Ainda não chorei, estou até alegrezinha porque o resto da noite foi ótimo, mas é provável que as lágrimas não tardem a chegar.
Não quero mais ele. As verdades dele são muito pouco paupáveis. De que adianta tanto talento se ele não pode amar?
Desejo que ele seja gordo, sujo, brocha e complexado para sempre. Já eu vou continuar linda, macia, selvagem e querida. Pode ser que lá no fundo eu continue pensando nele e que nunca entenda qual a razão para não ter sido correspondida, mas na minha vida as entregas vão ter que ser reais. Chega.
Hoje quando eu o vi, tão carinhoso com a outra, foi muito difícil. Não é certo comigo.
Tanto investimento num cara que me considera tão pouco...
E eu querendo casar com ele, que idiotice! O balde de água fria foi tão forte que me deu sono. Ainda não chorei, estou até alegrezinha porque o resto da noite foi ótimo, mas é provável que as lágrimas não tardem a chegar.
Não quero mais ele. As verdades dele são muito pouco paupáveis. De que adianta tanto talento se ele não pode amar?
Desejo que ele seja gordo, sujo, brocha e complexado para sempre. Já eu vou continuar linda, macia, selvagem e querida. Pode ser que lá no fundo eu continue pensando nele e que nunca entenda qual a razão para não ter sido correspondida, mas na minha vida as entregas vão ter que ser reais. Chega.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Tijolo por tijolo.
Meu potencial de mulher perfeita foi de encontro a uma repentina indiferença. Bati de frente com o personagem que ele veste e com a gentileza que eu queria que fosse desejo. Procurei o outro na mesma hora. Não quero o outro, quero ele. É tão simples...
Tive vontade de ir pra casa dormir, de não ir nunca mais a lugares aos quais eu não pertenço e de comer chocolate. Meus personagens são menos distantes de mim do que os dele. Minhas invenções comportam pouca coisa além de dissimulações estratégicas. Não finjo ser estudiosa. Tenho preguiça em cada cantinho de mim. Os dedos vão estalar, sai ele, entra o Bourdieu. E eu não me importo com a expansão do universo. Não tem mais clima. Haja cimento nessa vida, puta que pariu.
Tive vontade de ir pra casa dormir, de não ir nunca mais a lugares aos quais eu não pertenço e de comer chocolate. Meus personagens são menos distantes de mim do que os dele. Minhas invenções comportam pouca coisa além de dissimulações estratégicas. Não finjo ser estudiosa. Tenho preguiça em cada cantinho de mim. Os dedos vão estalar, sai ele, entra o Bourdieu. E eu não me importo com a expansão do universo. Não tem mais clima. Haja cimento nessa vida, puta que pariu.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Argila.
Não posso voltar de onde eu nunca saí. Estive no mesmo lugar esse tempo todo, ele foi embora. Não sei como reagir aos agrados dele, nem como demonstrar o meu carinho sem parecer obsecada. Me proibi de fazer perguntas, de dizer que estou com saudade e de reclamar de qualquer coisa. Pra alguma coisa tem que servir sofrer tanto. Meu potencial de mulher ideal precisa vencer.
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