Tudo o que eu mais queria da minha vida hoje a tarde era alguém pra ir comigo ao cinema. Liguei pra um amigo que se dispôs a me acompanhar, mas quando eu estava pronta pra sair, ele disse que não iria conseguir chegar a tempo. Fui sozinha. Comprei um monte de chocolates da Kopenhaguen e sentei lá na frente, como eu gosto. O filme, "Casamento silencioso", era a história de um povoado romeno na década de 1950, que vive distante da vida política do país, dominado pela URSS. No dia da união do casal protagonista, no entanto, dois soldados chegam para avisar que devido a morte do Stalin na noite anterior, qualquer tipo de comemoração estaria proíbida por uma semana. Eles decidem, então, fazer a festa em silêncio. É angustiante. Os talheres são recolhidos, as crianças têm as bocas tampadas, tudo para que ninguém saiba que ali está havendo um momento feliz. A noiva, no entanto, chora quando se dá conta do absurdo do que está acontecendo e o resto eu não posso mais contar. A parte mais bonita do filme é quando está sendo exibido um filme pró-URSS e todos estão sentados e compenetrados prestando atenção nas imagens. De repente um desses circos itinerantes de cidades do interior, com mulher barbada, elefantes de plástico e anões malabaristas, chega ao lugar. Todos se levantam imediatamente para ver o espetáculo. Ninguém ali ligava pro Stalin.
Esses filmes que falam sobre tudo o que o socialismo não conseguiu ser me tocam profundamente. Eu fiquei horas e horas abalada com aquilo tudo. Acho que ainda estou. Depois o meu amigo chegou e nós vimos "Up" da Pixar, que é lindo, emocionante, feliz e fofo.
E eu voltei pra casa mais uma vez sozinha, mais uma vez tendo desperdiçado o meu decote e o meu desejo de amar.
domingo, 6 de setembro de 2009
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Me chama.
Hoje eu queria ir ao cinema. Peguei o metrô pra ir pro trabalho anotando os horários dos filmes que eu ainda não vi, liguei pra alguns amigos, me certifiquei de que eles não estavam disponíveis e fui ficando triste aos poucos. Ir ao cinema sozinha não é um problema, mas na sexta feira a noite é duro. Uma amiga do trabalho, no entanto, me convidou para ir com ela e com mais dois amigos, tomar chope. Eu fui. Um dos caras, que é casado, passou todo o tempo em que nós estivemos juntos me dando as cantadas mais baratas do mundo e interrompendo qualquer pessoa que tentava esboçar algum diálogo comigo. Inventei uma desculpa, me levantei e fui embora. Na primeira esquina que eu virei ouvi alguém chamar meu nome. Era um rapaz super querido de um lugar que eu estagiei há dois anos. Ele estava numa mesa com 892 pessoas que eu nunca mais queria encontrar na vida. Fiz cara de susto feliz, inventei que estava atrasada e antes de atravessar a Presidente Vargas para pegar o ônibus rumo a minha residência, comprei um brownie no CCBB.
É impossivel não sentir autopiedade numa hora dessas. Foi por isso que Deus inventou a novela das oito, pra pessoas sozinhas como eu, terem companhia na sexta feira a noite.
É impossivel não sentir autopiedade numa hora dessas. Foi por isso que Deus inventou a novela das oito, pra pessoas sozinhas como eu, terem companhia na sexta feira a noite.
Incompreendida.
Novamente com insônia eu me pergunto se vou chegar aos 33 anos solteira. Começo a achar que não vou ser aprovada na prova do mestrado de Sociologia e que terei que fazer a seleção de História no final do ano, mas História não é mais o que eu quero. Estou com fome, o Jô Soares não está interessante e eu não consigo inventar alguém para amar. Ninguém se encaixa. Se eu continuar infeliz no amor e não passar no mestrado o que me restará nessa vida?
Escrever bem não leva ninguém a nada. Eu não sou a melhor em nada. Eu me sinto dona de determinados filmes e de alguns escritores e atores, mas sempre tem alguém que se acha mais dono do que eu. "Encontros e desencontros" é o meu filme. Ninguém fez da Avenida Paulista a sua Tokio como eu fiz e ninguém chorou as mesmas lágrimas que eu quando ouviu "more than this" cantada pelo Bill Muray de olhos pintados. Não adianta, o diálogo da cama, em que a Scarlet Johanson diz que é medíocre e o conselho pra ela continuar escrevendo são pra mim.
O Marcelo Rubens Paiva é meu, as aulas de História Moderna I foram minhas e a verdade sobre as minhas amigas está comigo. Eu sou a rainha da cocada preta.
E não durmo.
Escrever bem não leva ninguém a nada. Eu não sou a melhor em nada. Eu me sinto dona de determinados filmes e de alguns escritores e atores, mas sempre tem alguém que se acha mais dono do que eu. "Encontros e desencontros" é o meu filme. Ninguém fez da Avenida Paulista a sua Tokio como eu fiz e ninguém chorou as mesmas lágrimas que eu quando ouviu "more than this" cantada pelo Bill Muray de olhos pintados. Não adianta, o diálogo da cama, em que a Scarlet Johanson diz que é medíocre e o conselho pra ela continuar escrevendo são pra mim.
O Marcelo Rubens Paiva é meu, as aulas de História Moderna I foram minhas e a verdade sobre as minhas amigas está comigo. Eu sou a rainha da cocada preta.
E não durmo.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Desistindo e cantando e seguindo a canção...
"É preciso desistir de algumas pessoas e coisas." - Essa frase postada no Twitter por uma grande amiga ontem a noite está martelando na minha cabeça até agora. Fiquei pensando em algumas das coisas que eu quis durante a vida e sobre o que não pode ser.
Eu aprendi rápido que eu não ia ser aluna de tirar 10 e mesmo quando eu sentia inveja das minhas amiguinhas CDFs (essa sigla ainda existe?) da escola, a situação já estava resolvida. Eu não era estudiosa, odiava matemática e gostava de ser assim, uma existencialista precoce. Tive que me conformar.
Outra desistencia importante foi a de ser uma adolescente popular pela beleza. Rapidamente eu percebi que eu não era o tipo dos meninos da minha idade e quando eu ia na matinê do Terceiro Milênio (uma boate chinfrim aqui da Tijuca) ninguém chegava em mim. Era um tormento. A mãe de alguma amiguinha ia levar a gente e quando ia chegando perto eu ia ficando com medo. Lá dentro eu não pertencia, eu queria ir embora. Demorou um pouco pra eu entender que ali não era pra mim, que eu não dançava aquelas músicas e que aqueles menininhos nunca iriam me enxergar. Eu até tinha algumas amigas mais Rock'n Roll, mas elas saiam pra lugares tipo o Garage e chegavam tarde. A minha mãe nunca me deixaria ir.
Até hoje, quando eu vou a Casa da Matriz, ainda dá esse medo antes de entrar, é uma reminiscência. Mas aí eu penso que ali eu pertenço e entro feliz. Me lembro da primeira vez que eu fui a Bunker, em 2003, quando lá já estava quase decadente. Nossa, eu fui muito feliz naquele dia. Eu estava de blusinha amarela de rendinha e saia branca com sandalinha riponga nada a ver com o lugar, mas eu conhecia todas as músicas, dançava e me sentia bem. Saí de lá as seis da manhã. Por muito tempo eu saí da Casa da Matriz essa hora. Depois a vida ficou movimentada e eu passei a sentir sono mais cedo, além de uma certa preguiça de lugares lotados. Mas é fato que nem nesses lugares eu sou uma mulher cobiçada. Comigo a coisa é diferente, eu preciso conversar pros caras se interessarem e mesmo assim tem vezes que não funciona. Se eu não tivesse me dado conta disso, as rejeições doeriam bem mais.
Eu também desisti de querer ser magra, de fazer teatro, de ir a praia toda semana, de voltar sozinha a pé pra casa as quatro da manhã e de usar sapato alto.
Dos homens, normalmente, eu deixo a vida desistir por mim. Eu não tenho força pra desistir sozinha. Aí eu vou empurrando a paixão com a barriga até ela cair. Isso aconteceu muitas vezes. Eu costumo esquecer definitivamente as pessoas. Se passou eu não sinto mais nada. Teve uma vez que eu tentei resgatar os sentimentos que já tinham morrido por um cara ultrapassado. Eu tinha gostado dele por longos e dolorosos três anos e estava muito carente. Foi tão ruim que eu quase me arrependo.
Hoje, uma quinta-feira de quase primavera, eu entendi que não posso mais gostar do homem que me habita. Não posso mais querer sentir isso. É assim, não dá pra cogitar. Acabou. Se pra ser historiadora eu tive que entender que o dinheiro teria que ser controlado, pra me sentir inteira outra vez, eu preciso deixar esse homem pra trás. Preciso jogar ele fora. E aí outras pessoas estarão livres para desistir de mim. E as pessoas novas chegarão.
Eu precisei desistir de ser um prodígio. Vi muita gente entrar na faculdade depois de mim e passar no mestrado antes. E só agora eu estou investindo nessa tentativa. Tem gente que já casou e eu estou sozinha. Tem gente que já viajou o mundo e eu me contento com São Paulo (afinal São Paulo é como o mundo inteiro e no mundo um grande amor perdi) e tem gente que não faz nada pra ser interessante e é. Uma melancia na cabeça não vai me trazer a pessoa amada em 3 dias. O jeito é desistir. Amém.
Eu aprendi rápido que eu não ia ser aluna de tirar 10 e mesmo quando eu sentia inveja das minhas amiguinhas CDFs (essa sigla ainda existe?) da escola, a situação já estava resolvida. Eu não era estudiosa, odiava matemática e gostava de ser assim, uma existencialista precoce. Tive que me conformar.
Outra desistencia importante foi a de ser uma adolescente popular pela beleza. Rapidamente eu percebi que eu não era o tipo dos meninos da minha idade e quando eu ia na matinê do Terceiro Milênio (uma boate chinfrim aqui da Tijuca) ninguém chegava em mim. Era um tormento. A mãe de alguma amiguinha ia levar a gente e quando ia chegando perto eu ia ficando com medo. Lá dentro eu não pertencia, eu queria ir embora. Demorou um pouco pra eu entender que ali não era pra mim, que eu não dançava aquelas músicas e que aqueles menininhos nunca iriam me enxergar. Eu até tinha algumas amigas mais Rock'n Roll, mas elas saiam pra lugares tipo o Garage e chegavam tarde. A minha mãe nunca me deixaria ir.
Até hoje, quando eu vou a Casa da Matriz, ainda dá esse medo antes de entrar, é uma reminiscência. Mas aí eu penso que ali eu pertenço e entro feliz. Me lembro da primeira vez que eu fui a Bunker, em 2003, quando lá já estava quase decadente. Nossa, eu fui muito feliz naquele dia. Eu estava de blusinha amarela de rendinha e saia branca com sandalinha riponga nada a ver com o lugar, mas eu conhecia todas as músicas, dançava e me sentia bem. Saí de lá as seis da manhã. Por muito tempo eu saí da Casa da Matriz essa hora. Depois a vida ficou movimentada e eu passei a sentir sono mais cedo, além de uma certa preguiça de lugares lotados. Mas é fato que nem nesses lugares eu sou uma mulher cobiçada. Comigo a coisa é diferente, eu preciso conversar pros caras se interessarem e mesmo assim tem vezes que não funciona. Se eu não tivesse me dado conta disso, as rejeições doeriam bem mais.
Eu também desisti de querer ser magra, de fazer teatro, de ir a praia toda semana, de voltar sozinha a pé pra casa as quatro da manhã e de usar sapato alto.
Dos homens, normalmente, eu deixo a vida desistir por mim. Eu não tenho força pra desistir sozinha. Aí eu vou empurrando a paixão com a barriga até ela cair. Isso aconteceu muitas vezes. Eu costumo esquecer definitivamente as pessoas. Se passou eu não sinto mais nada. Teve uma vez que eu tentei resgatar os sentimentos que já tinham morrido por um cara ultrapassado. Eu tinha gostado dele por longos e dolorosos três anos e estava muito carente. Foi tão ruim que eu quase me arrependo.
Hoje, uma quinta-feira de quase primavera, eu entendi que não posso mais gostar do homem que me habita. Não posso mais querer sentir isso. É assim, não dá pra cogitar. Acabou. Se pra ser historiadora eu tive que entender que o dinheiro teria que ser controlado, pra me sentir inteira outra vez, eu preciso deixar esse homem pra trás. Preciso jogar ele fora. E aí outras pessoas estarão livres para desistir de mim. E as pessoas novas chegarão.
Eu precisei desistir de ser um prodígio. Vi muita gente entrar na faculdade depois de mim e passar no mestrado antes. E só agora eu estou investindo nessa tentativa. Tem gente que já casou e eu estou sozinha. Tem gente que já viajou o mundo e eu me contento com São Paulo (afinal São Paulo é como o mundo inteiro e no mundo um grande amor perdi) e tem gente que não faz nada pra ser interessante e é. Uma melancia na cabeça não vai me trazer a pessoa amada em 3 dias. O jeito é desistir. Amém.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Carta para H. que precisa ir embora.
H.,
não faz nem duas semanas que eu te escrevi e você já é tão grande pra mim que parece que faz cinco anos. Eu te procurei pra me confessar. Eu chorava de amor e não porque sofria. Fui atrás de você quase por compensação. Ou te escrevia ou escrevia pra ele e hoje entendi que foi bom ter escolhido a primeira opção.
Você com todo o seu carinho, com toda a sua disponibilidade para amar, para chorar junto, parara rir alto tomando suco no fim do dia e para passar tardes de domingo ao meu lado me fez sentir recompensada. Se eu não tenho o meu amor, eu tenho a minha dor. E tenho você. Eu precisava de alguém que entendesse as paixões que não passam e me senti levada até você, não por solidariedade, mas por um certo desejo de autocompreenção. Te conhecer me fez entender que o valor da gente é pra poucos. E ter perdido o outro me trouxe você. A longo prazo eu tenho certeza de que você ficará e essa paixão, se Deus quiser, vai passar.
Seja feliz, H.. Corra o mundo, de Salvador a Santelmo, passando pela França. Eu vou te visitar e te contar sobre a Elizeth Cardoso. Agora que você me abriu os braços, eu posso fazer todo um novo país.
Me perdoe cada cafonice aqui escrita.
Um beijo.
não faz nem duas semanas que eu te escrevi e você já é tão grande pra mim que parece que faz cinco anos. Eu te procurei pra me confessar. Eu chorava de amor e não porque sofria. Fui atrás de você quase por compensação. Ou te escrevia ou escrevia pra ele e hoje entendi que foi bom ter escolhido a primeira opção.
Você com todo o seu carinho, com toda a sua disponibilidade para amar, para chorar junto, parara rir alto tomando suco no fim do dia e para passar tardes de domingo ao meu lado me fez sentir recompensada. Se eu não tenho o meu amor, eu tenho a minha dor. E tenho você. Eu precisava de alguém que entendesse as paixões que não passam e me senti levada até você, não por solidariedade, mas por um certo desejo de autocompreenção. Te conhecer me fez entender que o valor da gente é pra poucos. E ter perdido o outro me trouxe você. A longo prazo eu tenho certeza de que você ficará e essa paixão, se Deus quiser, vai passar.
Seja feliz, H.. Corra o mundo, de Salvador a Santelmo, passando pela França. Eu vou te visitar e te contar sobre a Elizeth Cardoso. Agora que você me abriu os braços, eu posso fazer todo um novo país.
Me perdoe cada cafonice aqui escrita.
Um beijo.
Das onze boas atitudes dos homens para com as mulheres nos primeiros encontros
1-Mostrar interesse pela vida da mulher. Perguntar sobre ela, saber ouvir o que ela diz, prestar atenção no que ela gosta e principalmente no que ela não gosta e não tentar monopolizar o assunto.
2-Não falar das pessoas que você conhece como se a mulher também conhecesse. Se um homem acha necessário citar um amigo, pode explicar de forma sintética de onde o conhece e o que ele faz da vida para aí sim falar dele. Caso contrário, o assunto vai ficando desinteressante.
3-Mulheres gostam de homens que conduzem as situações com destreza. Se estiver num bar ou restaurante, o cara deve pedir o cardápio e deve chamar o garçon. Se estiver no cinema deve comprar os ingressos e assim por diante, dando opções de escolha, mas se mantendo no controle.
4-Homem legal é aquele que conversa com os amigos da mulher que está com ele. Se por um acaso o casal inscipiente encontra alguém conhecido da moça, é de bom tom que o rapaz seja simpático e interaja na medida do possível. Homens autistas são terríveis.
5-Elogiar a mulher com comentários pouco óbvios e progressivamente indecentes. O homem pode dizer que a sua batata da perna da moça é linda, ou que aquela pinta dela no rosto é desconcertante para depois falar do decote ou se o clima já tiver esquentado usar intensamente a sua criatividade.
6-O homem precisa tomar cuidado com a possibilidade de super exposição que a Internet possibilita nos dias atuais. Nada de fotos aparentemente artísticas, isso só é legal (quando é) para o sexo feminino. Nada de frases do Chico Xavier também, pelo amor de Deus. A melhor opção são fotos da última viagem ou dos melhores amigos. Ao mandar scraps é melhor que o conteúdo da mensagem seja discreto. Por e-mail as coisas podem fluir melhor. MSN é o pior inimigo de casais inscipientes porque o silêncio é inevitável e quando o assunto acaba, a relação parece estar esgotada.
7-Nunca atender as ligações da mocinha usando vocativos clichês, do tipo "Oi querida" ou "E aí gata...". É importante que a mulher se sinta especial, pra ela o rapaz tem que parecer estar disposto a dar atenção. E as mensagens de celular são um coringa. É muito bom receber mensagens com pequenos comentários ou elogios, faz com que nós nos sintamos especiais. No entanto é importante frisar que não pode haver exagero no número de torpedos porque aí tudo perde a graça.
8-Homem tem que falar baixo.
9-Homem jamais usar blusa polo pra dentro da calça jeans e deve evitar os chinelos pouco estilosos. Não deixar de lavar o cabelo e de renovar o desodorante também é importantíssimo. As mulheres valorizam homens que se mostram bem cuidados e que não se atrasam. No entanto vaidade ao extremo não é legal, homens que malham o dia inteiro ou que fazem comentários sobre mulheres que precisam emagrecer não são legais.
10- Homem tem que ter bom humor e não pode ser formal.
11- Homem tem que pagar a conta. É machista, eu sei, mas é a verdade. Se o homem não paga a conta nos primeiros encontros ele não está sendo cavalheiro e tudo que as mulheres querem é se sentir protegidas e amparadas. É claro que com o tempo as contas poderão ser divididas, mas é de muito bom tom que no bar ou em almoços ou jantares não muito caros, o homem pague. O ingresso do cinema fica a critério do rapaz. Já o motel, se necessário, não tem escolha, é o homem que paga.
2-Não falar das pessoas que você conhece como se a mulher também conhecesse. Se um homem acha necessário citar um amigo, pode explicar de forma sintética de onde o conhece e o que ele faz da vida para aí sim falar dele. Caso contrário, o assunto vai ficando desinteressante.
3-Mulheres gostam de homens que conduzem as situações com destreza. Se estiver num bar ou restaurante, o cara deve pedir o cardápio e deve chamar o garçon. Se estiver no cinema deve comprar os ingressos e assim por diante, dando opções de escolha, mas se mantendo no controle.
4-Homem legal é aquele que conversa com os amigos da mulher que está com ele. Se por um acaso o casal inscipiente encontra alguém conhecido da moça, é de bom tom que o rapaz seja simpático e interaja na medida do possível. Homens autistas são terríveis.
5-Elogiar a mulher com comentários pouco óbvios e progressivamente indecentes. O homem pode dizer que a sua batata da perna da moça é linda, ou que aquela pinta dela no rosto é desconcertante para depois falar do decote ou se o clima já tiver esquentado usar intensamente a sua criatividade.
6-O homem precisa tomar cuidado com a possibilidade de super exposição que a Internet possibilita nos dias atuais. Nada de fotos aparentemente artísticas, isso só é legal (quando é) para o sexo feminino. Nada de frases do Chico Xavier também, pelo amor de Deus. A melhor opção são fotos da última viagem ou dos melhores amigos. Ao mandar scraps é melhor que o conteúdo da mensagem seja discreto. Por e-mail as coisas podem fluir melhor. MSN é o pior inimigo de casais inscipientes porque o silêncio é inevitável e quando o assunto acaba, a relação parece estar esgotada.
7-Nunca atender as ligações da mocinha usando vocativos clichês, do tipo "Oi querida" ou "E aí gata...". É importante que a mulher se sinta especial, pra ela o rapaz tem que parecer estar disposto a dar atenção. E as mensagens de celular são um coringa. É muito bom receber mensagens com pequenos comentários ou elogios, faz com que nós nos sintamos especiais. No entanto é importante frisar que não pode haver exagero no número de torpedos porque aí tudo perde a graça.
8-Homem tem que falar baixo.
9-Homem jamais usar blusa polo pra dentro da calça jeans e deve evitar os chinelos pouco estilosos. Não deixar de lavar o cabelo e de renovar o desodorante também é importantíssimo. As mulheres valorizam homens que se mostram bem cuidados e que não se atrasam. No entanto vaidade ao extremo não é legal, homens que malham o dia inteiro ou que fazem comentários sobre mulheres que precisam emagrecer não são legais.
10- Homem tem que ter bom humor e não pode ser formal.
11- Homem tem que pagar a conta. É machista, eu sei, mas é a verdade. Se o homem não paga a conta nos primeiros encontros ele não está sendo cavalheiro e tudo que as mulheres querem é se sentir protegidas e amparadas. É claro que com o tempo as contas poderão ser divididas, mas é de muito bom tom que no bar ou em almoços ou jantares não muito caros, o homem pague. O ingresso do cinema fica a critério do rapaz. Já o motel, se necessário, não tem escolha, é o homem que paga.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Teatro dos vampiros.
Desde que eu era adolescente passo horas fazendo entrevistas imaginárias comigo mesma. Nelas eu conto sobre as superações das dificuldades amorosas com bom humor e maturidade. Me sinto inteligente, evoluída e charmosa quando acabo de falar. Um outro gênero de criação que me acompanha desde a tenra juventude são os momentos de clemência em relação aos amores passados. A dramatização consiste em eu me imaginar uma pessoa de grandes poderes, super respeitada e bem resolvida, que em um dado momento precisará ajudar o homem que um dia a maltratou. É claro que eu opto pela opção nobre de fazer o bem, mas não sem ter a oportunidade de discursar sobre toda a dor que eu senti durante o tempo de abandono. No final nós, eu e o homem que eu amo (sim, porque eu não imaginaria esse tipo do teatrinho com alguém que já fosse passado) nos beijamos e somos felizes para sempre. Acontece que a vida não costuma ser justa e na maioria das vezes o que acontece é justamente o contrário. É muito provável que eu, na minha humilde insignificância, ainda precise de favores desses filhos da puta que machucaram o meu coração. Tudo bem, eu relevo. Eu ajo com naturalidade diante dos foras, eu viro o rosto e pronto, está tudo normal de novo. No amor não existe justiça. E eu fico aqui esperando as voltas do mundo enquanto na terra dos outros os outros estão contentes...
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